11/04/2009
O Instituto Sem Fronteiras empresa parceira da IT Data, realizou uma pesquisa junto a 1.140 empresas de todos os segmentos e verificou que os investimentos em TI previstos para este ano terão uma queda de 0,2%.
As empresas do segmento de manufatura e comércio são as mais pessimistas. Este resultado rompe o crescimento acima de 10% que vinha ocorrendo no Brasil desde 2004.
Em 2008, todos os segmentos aumentaram os seus investimentos, fato mencionado por 74% dos entrevistados. Isto explica porque no total houve um aumento de 11,3%, o que fez com que o mercado corporativo comprasse R$49,6 bilhões em TI no ano passado.
Algumas das questões esclarecidas pelo estudo são:
- Apenas 16% dos entrevistados afirmaram que a sua estratégia de TI não foi abalada pela crise econômica mundial;
- Poucas empresas mencionaram que pretendem reduzir o número de funcionários;
- Os investimentos em infraestrutura serão mantidos. Tanto que, depois dos investimentos em ERP, ele é o segundo principal projeto das empresas. Importante mencionar que as prioridades de investimentos serão bem diferentes em cada um dos segmentos, afirma Márcia Pietrobon. Por exemplo, SPED é um dos principais projetos para manufatura e serviços.
- A má notícia da pesquisa é que 39% dos entrevistados pretendem postergar novos projetos para o ano que vem e 42% querem renegociar os contratos atuais com os fornecedores.
2009 será um ano diferente para os fornecedores de TI, afirma o Diretor de Pesquisas Ivair Rodrigues. Para vender, as empresas terão que montar estratégias definidas para cada segmento. Nos últimos anos não havia está preocupação pela área comercial em traçar estratégias específicas, porque o mercado estava aquecido e muitos fornecedores sequer conseguiam atender os seus clientes. A realidade está diferente. Há oportunidades, mas entender os projetos e desafios de cada segmento será fundamental.
É importante mencionar que os CIOs entrevistados afirmaram que estão mais conservadores este ano. Novos projetos terão que ser de rápida execução e baixo custo e a área de TI voltou a ser pressionada para que reduza os custos da empresa.