11/04/2009
O discurso ambientalista do novo presidente dos Estados Unidos, influenciado pelo apoio durante a campanha de Al Gore, marca uma nova trajetória mundial de combate ao aquecimento global, com a redução de poluentes e do consumo de energia.
Por sorte, as empresas já estão se conscientizado sobre esta questão e a área de TI tem um papel fundamental neste processo. A indústria de tecnologia investe pesadamente para desenvolver novos componentes e produtos que consumam menos energia e cuja produção seja ecologicamente mais adequada. Por exemplo, um desktop com monitor de LCD consome 40% menos energia do que há 5 anos atrás, quando o padrão era CRT.
A crise econômica mundial tem ao menos um aspecto positivo: as empresas estão cortando custos e querem que a área de TI as ajude neste processo. Em recente pesquisa realizada pelo Instituto Sem Fronteiras junto a 1.000 CIOs no Brasil, ficou claro que o tema TI verde já mexeu com as estratégias das companhias:
- 46% dos entrevistados pretendem investir na adoção de assinatura eletrônica para reduzir custos de impressão e armazenamento de documentos nos próximos 12 meses;
- 59% já adotam o modelo de impressão consciente e outros 35% estão implantando esta política este ano;
- 89% das empresas estão valorizando o consumo de energia na compra de hardware;
- Por fim, TI Verde foi citado como o quarto assunto que o CIO mais gostaria de assistir em um evento do ISF. O interessante foi constatar que os CIOs já compraram a idéia, mas eles querem saber muito mais a respeito. A pergunta deles é: “O que mais posso utilizar?”.
A virtualização, a melhor utilização dos Datacenter, o processo de consolidação de servidores e storage já estão sendo implantados pelos CIOs no Brasil. Mas percebemos que há uma preocupação muito maior com a redução de custos e menos com a ecologia, o que é normal em um país que ainda não tem sequer uma política séria de descarte de produtos.
A grande dificuldade dos CIOs neste momento é de que maneira conscientizar os funcionários tanto da área de TI quanto os clientes internos.